Vida é tempo
Dez anos depois, voltando à carteira e revendo assuntos do segundo grau. Mas não é tudo igual. E, ainda assim, é tudo do mesmo jeito. Os alunos, em sua maioria, só estudam. Sempre estão inquietos, fazendo barulho, rindo ou reclamando: adolescentes. Os professores, sempre tem coisas engraçadas para falar. Tem também aquele que quer passar uma mensagem boa assim que toca o sinal e todos estão no meio daquele barulho. Ou então o que todo mundo fila aula e o que todo mundo faz questão de ir à aula. Ah! Não posso esquecer dos “alunos-personagem”. Meu cursinho não seria nada sem Aladim ou Mainho...
Por outro lado, eu. Eu que dez anos depois mudei. E que não tenho paciência para a conversa durante a aula. Não me relaciono nem com cinco por cento da turma. Sento no fundo da sala. Chego cansada na aula, muitas vezes me desligando de outros assuntos. Também entendo mais rapidamente os assuntos. Não sei que espécie de mecanismo eu aciono para isso, mas o professor só precisa explicar uma vez. Por isso, não tenho paciência para o ritmo dos meus colegas. Dez anos depois e o tempo passou e minha vida passa e sei que existem coisas muito difíceis no caminho que traço para chegar no que realmente quero.

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