Ser o que realmente é
O jeito que sou, só poucos, muito poucos conhecem. O jeito que realmente sou, só conto e só mostro a poucos. E abafo isso tão bem que não escolho o momento de me mostrar. Não controlo. Por isso as mudanças bruscas de humor. Por isso o excesso de acidez. Por isso o sorriso e o choro. Por isso o cansaço. Uma estafa que me acomete sempre e em todo o lugar. E uma ansiedade que sei extamente o porque. Estou mais reservada do mundo. Mas não consigo ainda me desfazer de minha paralisia. Sei identificar com precisão onde ela está e não faço idéia de como sair dela. A resposta está bem dentro de mim. Os mecanismos estão prontos. Serão acionados quando quiser. Temo que o processo seja lento. Estou feliz porque ele, o processo, existe. Preciso aprender a respeitar o meu tempo. Preciso aprender a não deixar passar em vão o meu tempo.
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Em tempo: agora sinto apenas a dor. Dor em minha cabeça. Minhas tranças foram apertadas ontem. Três dias de dor. A dor que sempre me acompanha. A dor que o tempo sempre cura.

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