Virtual Insanity

Do real ao virtual, as insanidades. Comprimidas e compreendidas pelo tempo.

sexta-feira, abril 29, 2005

Viagem

Vitória da Conquista é uma realidade. Viajo hoje a tarde, de carro. Oito horas de viagem. Um fim de semana de trabalho. Mais oito horas voltando. Tudo ainda está atrapalhado. Tem uma galera de lá organizando a viagem. Ainda não tenho o carro pra ir. Não sei onde irei dormir e comer. Não me passaram informações sobre o camarote (sim, vou gravar a "Miconquista"). Três toneladas de mau humor pulsando. Prometo que tentarei me divertir. Tentarei. Mas, por enquanto, só passam palavrões em minha cabeça.

sábado, abril 23, 2005

Além de atrapalhada...

Eu sinto frio nas mãos e calor nos pés.
Eu mudo de humor em questão de segundos.
Eu estou sempre prestes a falar alguma coisa muito importante.
Eu sou apaixonada pelas pessoas amigas.
Eu amo as Pretas.
Eu sei que desperto interesse e medo.
Eu não sei a medida da minha força (força física mesmo...).
Eu gosto de encontrar frases de músicas que digam tudo sobre mim.
Eu odeio despedidas.
Eu não curto ser publicitária.
Eu não sei ser madrinha e tenho cinco afilhados.
Eu choro em casamentos.
Eu tenho ginge de piada.
Eu sonho todos os dias com o trabalho.
Eu choro quando vejo criança em novela.
Eu tenho muitos amigos homens.
Eu tenho e tive poucos affairs.
Eu não sei não ser amiga das pessoas.
Eu acho um saco não saber não ser amiga das pessoas.
Eu não sei direito o que eu quero ser daqui a dez anos.
Eu sei exatamente o que eu não quero ser daqui a dez anos.
Eu nunca tive férias remuneradas.
Eu nunca declarei imposto de renda.
Eu não uso cartão de crédito.
Eu não gosto de dividir banheiro com ninguém.
Eu amo usar salto alto.
Eu amo usar chinelo.
Eu gosto de lugares toscos.
Eu gosto de falar palavrão pra caráleo.
Eu quero casar e ter filhos.
Eu quero viajar o mundo todo.
Eu queria gostar de fazer abdominal.
Eu gosto de pensar sobre mim.
Eu gosto de escrever sobre mim.
Eu não sei falar sobre mim.
Eu gosto de fazer análise.
Eu gosto de ajudar as pessoas.
Eu não tenho muita sombrancelha.
Eu sou angustiada.

sábado, abril 16, 2005

E o filme? Será que é o mesmo?

A trilha sonora é a mesma. Os personagens mudam, mas interpretam o mesmo roteiro. As locações, os planos, a direção são muito parecidos. E ainda assim a vontade de estar neste filme que sempre é diferente. E é sempre igual. Mas se a vida é feita de ciclos. Iremos sempre voltar para o ponto de partida e recomeçar. Re-começar. Recomeçar o mesmo só que de forma diferente.

segunda-feira, abril 11, 2005

Nasceu

É menina e chama-se Iasmine. A mãe tem 17 anos. Não conseguiu concluir o 2º grau por conta da gravidez. Não tem plano de saúde. Não trabalha. A avó é analfabeta. É também viúva e vive da pensão do finado marido. O pai é um menino que quase ninguém conhece (provavelmente nem a mãe). Através de um primo de uma família amiga, a mãe conseguiu uma vaga na maternidade do Hospital Sagrada Família.
A história pode parecer comum (e deve ser), mas quando acontece dentro de nossa casa toma uma dimensão maior. Ela foi para a maternidade ontem e teve que ficar lá sozinha. Mandaram ligar mais tarde pra saber se tinha ou não nascido e também pra saber o dia da auta. Quando ligamos e perguntamos se ela está bem, dizem que não podem dar informações pelo telefone. Duas pessoas podem fazer visita entre às 15h e 16h. A roupa da mãe e da criança deve ser deixada na portaria do hospital. Nenhum charuto. Mas toda a esperança que a criança traz quando nasce. Que ela seja feliz e que o tempo ajuste todas as coisas. Eu fui escolhida madrinha da criança.

Da Pernambucana

"Acho os dois temas primeiro ótima mas a massagem xamântica não é importantefui na internet e na realidade esta massagem não é muito usada agora é queSergipe e Salvador estão preparando pessoas, não acho nada interessante. "

sexta-feira, abril 08, 2005

às 21:37h no trabalho

Dia após dia, eu vejo cada vez menos sentido em meu trabalho.

Da cabeça das pessoas...

Ás vezes fico me perguntando como deve funcionar o mecanismo de pensamento das pessoas.... Não me interesso em saber O QUE elas pensam, mas COMO. O modo mesmo. O que deve levar determinada pessoa a pensar daquele jeito.. qual o mecanismo que ela utiliza... não sei. não entendo. E sei que deve existir um modo de compreender isto. Talvez esta seja uma das minhas maiores angústias. Principalmente no modo em que as pessoas se enxergam. Umas às outras.

domingo, abril 03, 2005

A Tábua da Esmeralda

A menina mulher da pele preta pediu pra você esperar cinco minutos só. Mas você foi embora com sua gravata florida. Tem dias que eu acordo pensando e querendo saber: será que você também pensa nela com malícia? Eu vou continuar. Eu vou torcer pela paz, pela alegria e pelo amor. Vou torcer por Magnólia, pra ela ser sua Mag. Que menina é essa? Todos querem, mas tem medo, tem receio de ser dono dela. ... ... Quando será que toda a obscuridade fugirá de ti? Brother, minha teimosia é uma arma pra te conquistar.

sexta-feira, abril 01, 2005

Ganhei uma garrafa de vinho

Você Não Sabe
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)

Você não sabe quanta coisa eu faria
Além do que já fiz
Você não sabe até onde eu chegaria
Pra te fazer feliz

Eu chegaria
Onde só chegam os pensamentos
Encontraria uma palavra que não existe
Pra te dizer nesse meu verso quase triste
Como é grande o meu amor

Você não sabe que os anseios do seu coração
São muito mais pra mim
Do que as razões que eu tenha
Pra dizer que não
E eu sempre digo sim
E ainda que a realidade me limite
A fantasia dos meus sonhos me permite
Que eu faça mais do que as loucuras
Que já fiz pra te fazer feliz

Você só sabe
Que eu te amo tanto
Mas na verdade
Meu amor não sabe o quanto
E se soubesse iria compreender
Razões que só quem ama assim pode entender

Você não sabe quanta coisa eu faria
Por um sorriso seu
Você não sabe
Até onde chegaria
Amor igual ao meu

Mas se preciso for
Eu faço muito mais
Mesmo que eu sofra
Ainda assim eu sou capaz
De muito mais
Do que as loucuras que já fiz
Pra te fazer feliz