Virtual Insanity

Do real ao virtual, as insanidades. Comprimidas e compreendidas pelo tempo.

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Sala

Ontem na análise não conseguia tirar os olhos de cada detalhe da sala de minha analista. Estou lá há cinco meses e só aumenta o meu nível de conhecimento da tal sala (quer dizer, tenho crescido em outros aspectos também...). Sento numa poltrona amarelinha com minúsculas bolinhas brancas. Ao meu lado direito tem o divã (ainda não utilizei...), mais à frente, ao lado do divã, tem a cadeira que ela senta, também é amarela, é tipo uma espriguiçadeira, só que de couro. Em minha frente fica um puff com a mesma estampa da "minha" poltrona, sempre com uma pilha de livros. Ao lado deste puff tem uma cadeira de balanço com uma almofadinha, eventualmente há uma pasta em cima da cadeira. Entre o puff e a cadeira tem um cesto de lixo em madeira com uns furinhos. Na janela (que também fica à minha frente) tem uma cortininha branca que de tanto olhar sei exatamente o desenho dela... é tipo uma renda ou um bordado. Se soubesse desenhar, faria agora a estampa. Atrás da espriguiçadeira tem outra janela. A sala é grande, tem dois tapaetes no chão. Tem ainda uma mesa de madeira e uma estante cheia de livros. Um ar-condicionada, às vezes, barulhento. Um silêncio quebrado pelo sons da rua ouvidos ao longe. Uma angústia quando não consigo expressar o que quero e fixo meus pensamentos nos detalhes da sala.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Notas

- Ando mesmo sem assunto para o blog.
- Ando mesmo cheia de assunto para a night.
- Ando muito orgulhosa dos meus amigos (parabéns Halber e Isbiro).
- Ando ocupada no trabalho como uma pauta em cima da outra.
- Ando impaciente com a pernambucana.
- Ando saindo quase diariamente.
- Ando bebendo sempre que saio...
- Ando dormindo pouco, mas tudo bem.
- Ando com saudades de vocês.

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Foi embora

Minha energia foi embora. Estou precisando de uma recarga de trezentos e trinta volts. Vontade de parar e ficar olhando pra frente, pro nada. E isso num estalo. De repente e. Cadê? Cadê ela? A energia. O brilho nos olhos. O sorriso. Sairam por aí e não me convidaram.
Ter um computador à mão sempre que isso acontece é engraçado porque, do mesmo jeito que estou sem gás, sem ânimo agora, tudo pode mudar em um minuto. E eu posso voltar a postar de um modo completamente diferente. Isso me dá uma certa dúvida. Quem de fato sou eu.... a alegre...? a triste...? a sorridente...? a sem energia...? Não faço idéia. Mas acho que sou um pouquinho de cada uma. Que não está conseguindo temperar muito bem os ingredientes. Que está aprendendo a respeitar seus limites. Que suspira quando está tristonha e faz bico. Que está sempre com um sorriso no rosto e com muita energia. Que sempre deixa transparecer o estado de espírito. Qualquer pessoa. Qualquer mesmo. Sabe se estou bem ou não me olhando no rosto.
Também eu, agora, vou embora. Vou procurar minha energia. Acho que ela não está aqui no meu trabalho. Ela pode ter ido a praia, que é logo ali na frente. Ou pode ter ido dormir... Ou ainda encontrar algum amigo. Vou aproveitar e procurar uma recarga pra estas emergências... Ou um livro de receitas, talvez...

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Todo carnaval tem seu fim

Pois é. Acabou mais um carnaval... Estou de volta ao trampo da pernambucanazzzz... É uma sensação do ano começando que eu sempre sinto depois que termina o trabalho do carnaval. Há cinco anos é esta a sensação. Espero que este ano seja mais que isso. Que minha sensação torne-se ação. Que minha ação torne-se resultado.
O trabalho foi muito tranquilo. A equipe toda está cada vez mais madura, sabendo o que está fazendo. Foram muitos os problemas. A coordenadora pediu demissão. A chuva derrubou praticáveis e o policarbonato do estúdio. Os apresentadores transmitiram debaixo de chuva. O trio da emissora foi um fiasco. E ainda assim, tudo foi tranquilo. Resolvemos. Quem estava em casa assistindo não percebeu o caos. E é isso que interessa. Da minha parte, estava segura. Isto é quase inédito. As mudanças que venho passando contribuiram pra isso. As certeza que venho percebendo também. O fio de coragem que tenho e estou segurando com unhas e dentes ainda está aqui.
Também senti uma afirmação nas relações humanas. Fiz amigos durante esses anos. Pessoas que tem uma contribuição e uma participação decisivas no meu bem-estar ali dentro. Pessoas que hoje, mais do que nunca, sabem o que realmente importa neste tipo de trabalho. O que realmente é verdadeiro.

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Last Night

Last night she said
Oh, Baby, I feel so down
Oh, and turned me off
When I feel left out
So I, I turned around
Oh, little girl, I don't care no more
I know this for sure
I'm walking out that door
Well, I've been in town
For just about fifteen whole minutes now
Oh, Baby, I feel so down
And I don't know why
I keep walking for miles
But the people they don't understand
No, girlfriends, they can't understand
Your grandsons, they won't understand
On top of this I ain't ever gonna understand
Last night she saidOh, Baby, don't feel so down
Oh, and turned me off
When I feel left outSo I, I turned around
Oh, Baby, I'm gonna be alright
It was a great big lie
Cuz I left that night, yeah
Oh, people they don't understand
No, girlfriends, they don't understand
In spaceships, they won't understand
And me, I ain't ever gonna understand
Last night she said
Oh, Baby, I feel so down
She had turned me off
When I feel left out
So I, I turned around
Oh, little girl, I don't care no more
I know this for sureI'm walking out that door, yeah