Virtual Insanity

Do real ao virtual, as insanidades. Comprimidas e compreendidas pelo tempo.

segunda-feira, janeiro 31, 2005

Bloco Gozação

Este é o bloco da base e eu fui eleita Presidente do Bloco. Este bloco foi lançado no ano passado, mas a oficialização dele está ocorrendo este ano. O sócio-fudadores são Lala e André. Em 2005 agregamos mais participantes. Fui eleita presidente por WO. Todos os outros integrantes são comprometidos e não ia pegar bem pro bloco ter participantes comprometidos....
No último sábado fizemos a 1ª Lavagem do Bloco Gozação. Um dos ar-condicionados da sala pifou e inundou TUUUUUDO. Saimos tirando computadores, estabilizadores, caixas e tudo o que encontrávamos do chão. Saí correndo e quase tirei a mulher-mau-humorada-da-limpeza do ponto de ônibus pedindo pelo amor de Deus pra ela conseguir panos, baldes e rodos para enxugar a sala!!!!!!!!!!!!!
Hoje, pelo menos três meninas estão vestidas de azul e jeans e já assumimos: somos as Gozadas, a banda que irá tocar no bloco neste carnaval.
Estamos concluindo os preparativos para a 1ª Feijoada VIP do Bloco Gozação. Aguadem notícias.

sábado, janeiro 29, 2005

Hard

Estou vivendo um esquema meio hard aqui na TV este ano... Desde a terça-feira, depois do expediente (hehehe) saio com os meninos, sentamos num lugar e tomamos algumas "brejas" ante de ir pra casa. Vale lembrar que comecei a trabalhar na terça-feira... Ok. Não estou me transformando numa alcóolatrazzzzzzzzzz. Tem dias que nem bebo, só fico de papo com eles. O que já é bem legal. Nos divertimos deveras. kkkkkkkkk. Somos a panelinha da produça. No dia seguinte, acordo cedo e espero a van buzinar na porta de casa para me trazer zumbizando pra cá. Hoje, o motorista da van chegou quinze minutos antes. Apareci na janela, ainda de pijama, e falei pra ele "Mas você só deveria chegar aqui às oito!". "Eu sei, dona Laís (eles todos me chamam azimzzzzz), mas só faltam quinze minutos. Se a senhora quiser, eu vou buscar o 'seu' Bruno e retorno pra cá.". "Então faça isso"- respondi com cara de Barboza. Agora estou aqui uma zumbi. Mas tou curtindo esse lado heavy metal do Carnaval 2005. Mesmo porque, acredito que durante o carnaval em si vou ficar tão na pilha que voltarei ao esquema trabalhar-ir pra casa-dormir. Mas, meu, por enquanto tá sussa (sotaque paulista ao ler, por favor).
Então, vamos ao meninos. Um é o Gordinho, que dispensa apresentações. Meu amigo, já conheço a algum tempo. Ele é muito parecido comigo: chato, acha tudo um saco, carinhoso, divertido (ganzerianozzzzz). Dividimos a mesma função no Carnaval: a base. O que facilita muito as coisas. Ele é MUITO bagunçado, se esbarra em tudo, de um jeito tão constante que até ele às vezes pára pra rir dele mesmo. Mas no fianl dá tudo certo, ele é um ótimo produtor.
O outro é O Dan. Ele é paulista, meu. Já conhecia ele de outro carnaval da Band, mas só este ano nos aproximamos. Ele é muito fofo. Bebe muito. É tipo drogado-prostituído (vivo falando isso pra ele). Ele fica lá na Barra, é responsável pelo Glass Estúdio. E todos os dias, depois de terminar o trabalho por lá, ele volta aqui pra irmos tomar as tais brejas. É o que mais coloca pilha pra bebermos, resquícuos da fase super hard que ele viveu outrora na capital paulista. Ele também é um ótimo profissional.
Este é um breve perfil dos meus dois companheiros (opa!). Gosto muito deles. Temos uma química óóóóótima. kkkkkkkk. Talvez este seja o ano mais tranquilo pra mim, tanto pelo trabalho em si quanto pela minha convivências com as pessoas.

quarta-feira, janeiro 26, 2005

Quando o trabalho está um saco: posta-se

É isso então. Oito e meia da noite, ainda estou no trabalho. Completamente em clima de carnaval. Não. Não vou pular carnaval, como todos sabem. Mas já estou na equipe da Band preparando tudo para a transmissão. E aqui a gente perde a hora. O dia passa sem percebermos. A gente só percebe quando começa a ficar exausto. O trabalho em si é o mesmo. Faço isso há quatro anos e está cada vez mais mecânico. A novidade é conciliar com a pernambucana. Estou aqui na TV todos os dias, mas em contato sempre com o programa da pernambucana. Só quem sabe que estou aqui é a equipe de gravação. Todos os outros contatos me ligam como se estivesse na produtora. Tem rolado sem problemas. Espero que continue assim. Outra novidade deste ano é que estou dividindo a base (base= TV, passo o carnaval todo aqui dentro) com o Gordinho, que, além de ser amigo e cuidar de mim, vai dividir o horário de trabalho durante a... folia momesca.... Nos outros anos trabalhava em torno de quinze horas por dia. Este ano trabalharei apenas dez horas por dia... Tudo está sossegado. Despois continuo. Fui.

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Segunda-feira é dia de Porto

Eu acho um charme ir ao Porto da Barra durante a semana. Chegar na praia por volta das quatro da tarde. Estender a canga na areia. Esperar o sol se pôr. Observar as pessoas em volta. Encontrar gente conhecida. Ler um livro. Escrever. Até ficar tensa com o frescobol é muito bom! Melhor ainda é vir fugida do trabalho. Entrar num banheiro qualquer de calça jeans e sair de biquíni e short. Pensar na quantidade de pessoas trabalhando feito loucas, estressadas e você ali. Olhando o mar. Ou dentro d’água conversando com amigos deixando a maré lhe balançar. Viver bem é ser feliz com estes pequenos-grandes momentos. Viver bem é se permitir viver estes momentos.

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Agora. Outra coisa. Halber é UÓ. Não quis ir ao Porto da Barra!!!

Do fim de semana

Dormi muiito pouco durante a semana e este finde peguei leve. Não saí. Não vi as Pretinhas. Não perdi noite. Não fiz a unha. Não fui à praia. Não fui ao Rio Vermelho. kkkkkkk. Curti ficar em casa. Dormi feito louca. Almocei em casa (quer dizer, só no sábado). Fui ao cinema. Comi muito. E só. Resolvi me dar uma folga amanhã. Aproveitei um erro de calendário da minha chefinha da Band e não irei ao trampo nem da pernambucana nem do carnaval. Vou fazer a unha e vou à praia. BDBT. Terça-feira eu começo com força total...

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Então

Até que ponto o trabalho pode afetar as relações pessoais? Quando me formei em Publicidadezzzz comecei a trabalhar com um cara gente boa que me ensinou muito sobre produção. Tive a oportunidade de testar estando no mercado de trabalho (aliás, literalmente). O esquema de trabalho era de interesse mútuo: eu era aprendiz que fazia cagadas, mas que tinha muito potencial para desenvolver um excelente trabalho; ele era o cara experiente que precisava de mão-de-obra barata e que estava se afastando de um mercado viciado e nada confiável. Dessa junção de interesses surgiu uma amizade que está muito bem dosada entre o pessoal e o profissional. Hoje ele é novamente meu chefe. Anos se passaram. Minha experiência é maior. Minha postura profissional é diferente. Minha relação produçãoXremuneração está cada vez mais sedimentada. O que o tempo não conseguiu mudar foi o carinho que sentimos um pelo outro, me sinto a vontade para demonstrar minhas insatisfações, sei quando devo e quando não devo solicita-lo e temos uma afinidade profissional muito boa. Ontem discutimos pra caráleo. Brigamos e fomos embora se nos falar. Hoje ele chegou na produtora, veio aqui na sala e me entregou um bloquinho de anotações velho que ele, não sei porque, guardou da época em que trabalhamos juntos, me deu um beijo e pronto. E é isso que fica. O que realmente é bom nisso tudo. As relações. Mil pernambucanas poderão existir e esta será minha única preocupação: as relações.

quarta-feira, janeiro 19, 2005

E agora?

"Não diga que não consegue. Você tem dificuldade. Não é você que tenha dificuldade de encarar as pessoas. Sua dificuldade é de encarar a si própria." BDBT.

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Pauta

Segunda-feira: gravação no Bahia Café. Terça-feira: gravação no Soho. Quarta-feira: gravação no Shiro. Quinta-feira: gravação no Bohemia e no Miss Modular. Sexta-feira: gravação no Caranguejo de Sergipe e na Fashion Club. Sábado: cobertua de um evento em Interlagos. Intercalado a tudo isto: pré-produção, escrever roteiro, acompanhar edição, criar pautas e continuar na análise.


segunda-feira, janeiro 10, 2005

Ok.

Estou praticamente sozinha na produção do programa. A estagiária saiu semana passada. Hoje saiu o outro produtor. Agora restam eu e uma nova moça que ainda está na tal semana de experiência. Amanhã começo a gravar os novos programas. Duas atrações desmarcaram a presença. Não sei se darei conta de escrever os roteiros, encontrar novas atrações, continuar marcando as outras pautas, acompanhar a edição e ainda ir à análise. Parei, sem fôlego.

sexta-feira, janeiro 07, 2005

Por mais que eu tente não consigo parar de pensar nestas coisas.

Estou sentada aqui parada e minha cabeça não pára. pensamentos soltos cheios de definições e indefinições passeam em minha mente paralisando-me. Compreendo extamente o que quero. Quero sair do trabalho por absoluta falta de afinidade com a atividade e não posso transformar isto numa coisa urgente e sem possibilidade de espera porque a vida é agora, mas é também amanhã. E quando falo em amanhã é um amanhã daqui a vinte e quatro horas mesmo. Não é uma amanhã com idéia de futuro distante. Por mim sumiria daqui agora mesmo, iria para um lugar qualquer me isolar do mundo, das pessoas e ficaria umas quinze horas sem pensar em nada. Depois disso ficaria mais quinze horas pensando em tudo, mas não desta maneira atabalhoada de agora. Organizaria meus pensamentos. Ficaria um tempo pontuando quais são os meus reais interesses, minhas reais vontades, minhas reais paixões. Depois disso sairia por aí pondo em prática tudo o que foi pensado. Escrevo discordando de meus pensamentos. Talvez agora só tenha condições de pautar a primeira etapa desta elocubração: sumir daqui agora e ficar quinzes horas sem pensar em nada. Sei que eu posso fazer isto. Só não sei como fazer isso. Tem que ser da meneira mais branda possível. Na verdade não acredito em nada brando por agora. Não vou agradar muito a muitas pessoas e cada vez que os dias passam me importo menos com isso. Comecei a trilhar minha vida adulta sem respeitar o que realmente queria. Agora quero consertar tudo, refazer, ainda há tempo. E irei fazer isto, doa a quem doer. Só lamento não uma pessoa corajosa o suficiente para jogar tudo pro alto. Há um pedaço de mim que acredita que tudo pode ser feite cocumitantemente. Mas talvez não consiga resolver várias coisas ao mesmo tempo. Eu queria ser um computador no final de um dia de trabalho: "o seu computador já pode ser desligado".

Carnaval

Acabei de aceitar um freela pro carnaval. Começo lá no dia vinte e cinco deste mês. Preciso, até lá, conseguir um 'controlcêcontrolvê' "de mim para mim". Não faço idéia de como será administrar os programas de verão da pernambucana com o carnaval da TV... Aguardemos, porque até eu estou curiosa.

quinta-feira, janeiro 06, 2005

Questões e questões e questões e questões e questões...

O que é que a gente faz quando está insatisfeita com a própria vida? A gente pára tudo e muda? Ou não pára e vai mudando aos poucos? E quando existe urgência para esta mudança? E ao mesmo tempo, não se pode, simplesmente, parar? E se o seu trabalho lhe rende alguma grana, mas lhe toma muitas horas do dia? Será hora de procurar emprego num banco?! Ou de agir como uma adolescente e voltar a viver do dinheiro dos pais? Ou respirar fundo e continuar trabalhando sem tirar da cabeça o que realmente se quer? E quando o que realmente se quer vai demorar uns cinco anos para se concretizar? E quando tudo já está insuportável?

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Eu me tranco no banheiro

Por mais que eu tente e me concentre. Todos os meus mecanismos de fuga estão acionados e me desviando daqui. Sinto marteladas em minha cabeça. Minhas certezas me rondando como assombrações e eu. Por mais que saiba e por mais que tenha certeza. Sei que ainda não posso deixar de lado algumas coisas em detrimento do que realmente gostaria de fazer. Hoje é um daqueles dias em que não estou conseguindo suportar esta maneira que conduzo minha vida. E, em determinados pontos, preciso continuar com isto durante um bom período. Só depois poderei me desvencilhar disto aqui. Depois. Depois. Depois.
À merda esse depois. O depois é agora. Deveria (e poderia) ser mais impulsiva. Mas ao contrário. Eu permito que tudo se torne insurpotável. Eu me destruo. Eu me sufoco. Eu choro. Eu me tranco no banheiro. Sempre, em todos os lugares onde trabalhei, quando quero muito estar só, realmente só, eu fico uns quinze minutos trancada no banheiro. Que coisa infantil. Devo me trancar pra impedir que siga meus impulsos e saia andando deixando tudo pra trás. Tudo. E me dou conta que este "tudo" são na verdade "pseudo-coisas".

terça-feira, janeiro 04, 2005

Menos é mais

2004 foi um ano de gastos. Estava, e de certa forma ainda estou, adepta da "TERAPIA DO PRAZER". Acabei de fazer isto. No lugar de comer meu bom e velho PF no Frizex ou trazer minha saborosa marmita-com-comidinha-caseira, preferi sentar na Pastel Mel e comer um pastel (!) e um meeeeeega Waffle de chocolate com sorvete (e ainda deixei no prato...).
Em 2004 gastei muito em gastronomia, em bebidas e em baladas. Quero menos em 2005. Sei que o estou procurando. O que estou procurando irá me encontrar sem que precise estar em todos os lugares da cidade. Quero mais em 2005. Quero voltar a investir nos Fundos de Renda Fixa. Quero mais estabilidade no trabalho para poder investir mais em mim. Quero mais planos e projetos. Quero começar a pôr em prática minha própria vida. Quero menos terapia do prazer e mais terapia da realidade.
É como se estivesse no ponto de partida de um trampolim olhando para o ponto de chegada. Preciso me equilibrar na corda bamba da vida. Respirar fundo e seguir adiante. Cair enquanto ainda há uma cama elástica lá embaixo. Subir as escadas novamente e tentar atravessar.

Ok. Confesso que o exemplo do trampolim-circo-cama-elástica me deu uma certa ginge, mas não encontrei melhor analogia...

domingo, janeiro 02, 2005

Adeus 2004

Tudo certo. Começou um ano novinho. Com possibilidades novas. Uma vastidão de planos. Pode ter sido apenas um dia depois do outro. Mas não acredito. Pra mim foi dois mil e quatro num dia e no outro já era dois mil e cinco. O ano que passou foi lento. E de repente, numa contagem regressiva, o que era um transforma-se em outro. E com esta mudança mudam também os corações. Dá uma vontade de parar um pouquinho e ficar pensando como foi o ano velho. Buscar da memória os acontecimentos. E, ao mesmo tempo, pensar no ano novo em folha. No friozinho na barriga quando se dá conta do que estar por vir. Na excitação em planejar coisas novas. A imagem que me vem à cabeça nessas horas é do sol. Como se o sol estivesse bem alto no céu e estivesse olhando pra ele, apertando os olhos e mostrando os dentes. É uma sensação quente, como o sol. Uma sensação que brilha meus olhos. E também um ardor como se estivesse queimando tudo por dentro. Seja bem vindo dois mil e cinco. Espero que você seja melhor que dois mil e quatro. Espero que seja novo. Espero fazer o novo.