Virtual Insanity

Do real ao virtual, as insanidades. Comprimidas e compreendidas pelo tempo.

quarta-feira, novembro 30, 2005

O Abaeté tem uma lagoa escura...

Dias especiais. Ainda não consigo parar de pensar nos dias que Marie esteve aqui junto com Boris. Foram dias de muita alegria. Dias de muita capoeira (pra eles...). Acarajé. Pelourinho. Longas noites de conversa. Fim de tarde da Ribeira a Itapoan. Sorrisos e lágrimas (e por que não...?). Espero que tenham chegado bem.
Foi tudo muito rápido, mas tão bem curtido, tão bem aproveitado que. As palavras faltam. Ficam as lembranças e as imagens.
Abaixo os belos:


Marie, mon amie, je t’aime. Merci.

Boris, c’etait très vite… mais tu es special. Merci.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Ça va!

Estamos bem. Eu e meus hóspedes. Estava com muita saudade de Marie e, na verdade, é a primeira vez que a gente "põe em prática" a nossa amizade. Tenho dormido pouco e trabalhado normalmente. Mas meu coração, sempre movido a paixão, está bem porque, de fato, só temos o turno da noite para curtirmos juntos. Sim, digo juntOs e não juntAs porque existe também Boris, amigo de Marie (super "cabe aqui") que é ótimo. Aliás, il est beau aussi... Rimos muito, sempre. As horas passam rápido e quando percebo já passou da hora de dormir. Madrugada de sexta. E eles vão embora próxima terça. Está muito perto... Domagge. Vai ser bom lembrar que aproveitamos bem o tempo apertado que tivemos juntos. A pernambucana voltou a gravar hoje, exibindo o nariz novo (e falando pra todo mundo...). De cara cinco programas, inclusive um com AMADO BATISTA!!!!! Trinta anos de carreira! kkkkk! Preciso mesmo dormir ao som de Maria Rita!

sexta-feira, novembro 18, 2005

Pensando em Você

Eu, simplesmente, amo esta música. Quando eu ouço fico com um sorriso no rosto. Suspiro. Suspiro...
Hoje, entrei no ônibus cheia de livros, cansada quando percebi que esta música estava começando a tocar. Fiquei feliz ouvindo a canção. De repente me veio um click. Eu não estou pensando em ninguém. Não existe “VOCÊ”. Sujeito inexistente. E, percebendo isto, não fiquei triste. Porque se estou só, é melhor mesmo que você não exista e que eu, por estar só, não esteja mais sofrendo por você. Você é esquecido. Você passou. E ficou a canção:

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só

Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva nos verões
Com o desenho das maçãs
Com você me sinto bem

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais te esquecer

Pensando em você.
Pensando em você.
Pensando em você.
Pensando em você.

Capítulo Sampa

Fui à megalópole brasileira.
Fui recebida com frio, mas logo o sol tomou o seu lugar e o calor da baiana também ajudou a aquecer a terra da garoa.
Foram dias muito tranqüilos, bem aproveitados. Vi pessoas. Fiquei sozinha. Percorri as ruas e avenidas. Destaque para a Rua Augusta que tem um ar verdadeiro, de gente de verdade. A Paulista sempre ultra urbana, linda. A exposição interativa no Itaú Cultural. A minha família louca que mora lá. Minhas primas pequenas que me veneram!!! Minha afilhada nova que me chama de “Madinha”. O Ibirapuera. A FNAC. O Pedaço da Pizza. O Amor aos Pedaços. O Mix Brasil. Marcelos. E ela: a Praça Benedito Calixto!!!! De fato, é O lugar. É o modo de viver perfeito com pessoas de bom astral, de diversos modos de curtir a vida, de várias opções. Uma coisa meio lama de ser que vivo e acredito.
Houveram passagens engraçadas. Uma mulher que perguntou se eu era angolana. Uma menina bêbada numa festa que começou a opinar em minha conversa com meu primo. O funk surreal (ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh). O garçom que derramou álcool no chope de minha cunhada e disse que não tinha problema porque era tudo álcool mesmo (jejejeje). E uma mulher indignada que ameaçou fazer uma denúncia na GAZETA DE TATUAPÉ!
A noite paulistana ainda está em dívida comigo. Saí duas noites. Foram bem legais, mas não foram DO CARALHO. Era feriadão e a cidade estava vazia. Não tenho muita coisa pra dizer a respeito.
Maiores detalhes só ao vivo. Apesar de não haver muitas coisas a mais para acrescentar.

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Do que li no avião.

“A loucura, além de desrazão – ou precisamente por isso – é furor” – Garcia Roza

terça-feira, novembro 08, 2005

Notas da vida

O mês de novembro foi, talvez, um dos meses mais esperados por mim neste ano. Muitos acontecimentos previstos. E previsão não é uma coisa que me acompanha sempre. E planos não são vistos com muito conforto por mim. Mas neste mês eles existem e estão em andamento.

- Amanhã a esta hora, estarei num avião rumo a São Paulo. Volto dia quinze.

- Domingo tem o batizado da minha linda afilhada paulistinha.

- Faltam menos de quinze dias para o vestibular. Os dias passam e se aproximam da data e isto me deixa um pouco tensa, cada dia um pouco mais.

- Fiz florais este mês.

- Tomei decisões sérias e definitivas sobre o trabalho.

- Conversei com minha analista sobre parar de fazer análise e ela está fazendo de tudo para me ajudar a continuar. Vamos ver no que vai dar.

- Minha amiga Marie-Line está chegando. Ela já está no Brasil, em Sampa, e talvez nos encontremos por lá. Aqui em Salvador ela ficará hospedada aqui em casa. :-)

Até a volta!

Vida em elegia

Abaixo a letra de uma música que adoro e que foi cantada numa mostra de teatro, a primeira que participei e convidei pessoas queridas. Tem na radio uol: "Elegia: Caetano Veloso - Pericles Cavalcanti/Augusto de Campos - Caetano Veloso - Cinema Transcedental - A Outra Banda Da Terra - 02'19''"

Elegia
Deixa que minha mão errante adentre atrás,
na frente, em cima, em baixo, entre
Minha América, minha terra à vista
reino de paz, se um homem só a conquista
Minha mina preciosa, meu império,
feliz de quem penetra em teu mistério
Liberto-me ficando teu escravo
Onde cai minha meu selo gravo
Nudez total. Todo prazer provém do corpo
(Como a alma sem corpo sem vestes)
Como encadernação vistosa
feita para e letrados, a mulher se enfeita
Mas ela é um livro místico e somente
a alguns a que tal graça se consente é dado lê-la
Eu sou um que sabe...

sábado, novembro 05, 2005

Fui ao aniversário do Ilâ na última terça-feira. Sempre que vou ao Curuzu, sinto-me estranha. É muito esquisito porque. Sempre fico muito a vontade. É como se ali fosse o meu lugar. E ao mesmo tempo sou mais uma ali. Não sou diferente. Às vezes até, sinto-me aquém daquelas pessoas todas. Outras vezes, acho que aspessoas dali me acham diferentes. E tem ainda vezes que sinto-me acolhida.
É estranho viver num mundo a parte sem muita mistura de fato. Talvez não consiga expressar ou descrever o que realmente sinto. Mas na verdade, fui criada num ambiente dito "branco". É uma definição ridícula, mas é verdadeira. Eu tenho acesso a dois mundos que têm vivências diferentes e experiências diferentes. Percebo coisas arraigadas que muitas vezes quem faz parte do mundo não nota. Ou simplesmente não tem aquilo como um problema.
Na verdade, pode parecer idiota separar as pessoas em mundos ou dizer que faço parte deste ou daquele grupo. Sou completamente aversa a qualquer tipo de separação, mas todos os dias em minha vida VEJO essas diferenças. Muitas coisas me irritam profundamente. Questões muito sutis. Procuro ter paciência. E hoje aprendi a falar sobre o que me incomoda.
Mas o que importa é que no Ilê. Desta última vez que fui. Eu era mais uma no meio de uma multidão e não sei se gosto disso.

Vida brega

É aquela velha história: é brega mas é bom... Eu preciso admitir. Adoro Alcione!!!
Todo mundo tem alguma coisa muito brega que é muito boa. No meu caso acho que é a "Marron". Vozeirão. Unhas enooooorrmes. Cabelo vermelho. Letras de amor-brega-dor-de-cotovelo que são sensasionais. Que me perdoem os "cults", mas o brega tem seu lugar...