Adendo
Do real ao virtual, as insanidades. Comprimidas e compreendidas pelo tempo.
Pois é... depois de longas sete horas sentadinha, sentindo a dor do puxa-repuxa em minha cabeça, saí linda e de tranças do salão de Negra Jhô, lá no Pelourinho. Ganhei de presente dela este trançado e finalmente criei coragem para me dedicar a esta proposta. Estou me sentido bem. Corajosa. Linda. Afro. Não me reconheço direito no espelho. Meu rosto está diferente. Às vezes fico com cara de garotinha. Outras vezes com cara de mulherão. As duas opções me agradam. kkkkkkkk. A cabeça dói depois. Ontem tomei dois analgésicos pra poder sair e dormir. Ainda hoje, quando mexo nas tranças, sinto a cabeça dolorida. Mas nada demais. Passa. E a beleza fica. Foi um marco esta mudança. Não sei de quê exatamente. Também não tenho grandes planos de mudança para o próximo ano. No entanto acredito que mudanças virão. E elas virão de grande importância. Grandiosas. Acho que estou esperançosa. Confesso que numa mistura de medo e felicidade. Que venham as tranças. Que venham as mudanças.
É assim que estou. É assim que estarei nos próximos dias. Confesso que espero ansiosa por esta explosão. Ansiedade e medo. Medo e felicidade. Esta explosão virá com alguma coisa muito boa. Eu sei. Eu acredito. E esta sensação de sufoco, que é só o que sinto, irá sumir. Junto com ela esta minha via sem cor, sem som, sem ritmo, que hoje tanto me cansa. Que hoje é apenas o que eu sou.
Esse é um dos melhores conceitos de gente dos últimos tempos, o "ser Barbosa". A minha sensação é: cada vez que desenvolvo mais o sentido do "ser Barbosa" mais eu identifico Barbosas no meu Brasil. Os Barbosas muitas vezes não conseguem compreender o fazer para deixar de ser Barbosa, apesar de identificar com precisão os motivos da barbosice. A hora que empaca. O momento perdido que depois é percebido ("merda! era agora, nera?"). Aquela bobagem solta que dá vontade de sumir na hora. Aquela cara sem graça de quem está barbosando. Hum... isso me dá impaciência! Estou cansada de vocês, Barbosas do meu Brasil!!!
Hoje tou de banzo total... Não tou servindo pra nada aqui no trabalho. Meu ritmo tá fora do contexto. E nem tou agoniada por causa disso. Aliás, tou bem blasé diante disso. O dia está terminando e amanhã "será um lindo dia". Meu humor está estável hoje, apesar de uma cólica na hora do almoço.
"Não tenho dinheiro pra pagar a minha
Yoga
Não tenho dinheiro pra bancar a minha
droga
Eu não tenho renda pra descolar a
merenda
Cansei de ser duro, vou jogar minha
alma a venda
Eu não tenho grana pra sair com o meu
broto
Eu não compro roupa por isso que eu
ando roto
Nada vem de graça, nem o pão nem a
cachaça"
Cheguei na festa super animada, ótima. Encontrei logo minha sósia. O DJ estava muito bom. Dançávamos eu, ela e Honolulu. A primeira ponta aparece. Já havia resolvido chutar a macumba há tempos... e assim segui a noite lhe esnobando. Continuamos nós, eu, a sósia, Honolulu e a primeira ponta dançando. Quando aparece a segunda ponta. Ele e suas tranças renovadas. (é outra macumba que decidir chutar). Breve diálogo e tchau. Continuamos a dançar. Quando aparece a terceira ponta!!!! Novo visual, quase nem reconheci. Ele me ofereceu uma jujuba (kkkkkkk). Àquela altura eu já estava completamente confusa com tantos personagens, só pude aceitar a tal oferta da jujuba! Comemos. Ele se juntou a nós e dançamos. Quando aparece a quarta ponta, a mais recente. Fingi que nem vi... chega, nera? Descobri mais sobre mim. Não sei o que fazer num ambiente quando todos os cachos estão juntos. Não juntos no mesmo grupinho, mas no mesmo lugar. E ontem, todo canto que eu ia daquela praça, me esbarrava com um deles. Resultado: não quis nenhum! Foi me dando uma ginge!!!!! Vixe!
As Pretas são um grupo de mulheres belas e interessantes que têm em comum um jeitinho todo atrapalhado de ser. Quer dizer, menos Brinzezinha e Déli, que têm um jeitinho todo eufórico de serzzzzzzzzzz...
Fiz quatro anos de formada hoje. No dia nove de dezembro do ano dois mil estava muito feliz. Recebi de presente a vinda-surpresa de meus irmãos para a festa. O segundo lugar no prêmio revelação. E o direito de cantar no palco, bêbada, uma música qualquer de Lulu Santos (vixe...). Quatro anos depois, essa data passa quase desapercebida, quase sem significado. Não representa nada pra mim ser publicitária. A verdade é essa. Pra não anular completamente o fato, ficaram os amigos que amo e algumas hitórias pra contar. Não entendo a publicidade. Não gosto do meio publicitário e suas festas. Não gosto do trabalho do publicitário. Trabalho numa área que não exige graduação. Que não é valorizada. Não é bem remunerada e que todo mundo acha que sabe fazer. E faz. Muitas vezes mal feito, mas faz. Hoje, quatro anos depois, ganhei de presente uma baixa da pernambucana. Dez telefonemas da diretora-comercial-carente. E um stress com um motoboy pela manhã.
Estou numa fase tensa no trabalho. O desgaste é diário. Só consigo pensar e escrever sobre isto. Estou cansada. Mentalmente cansada. Fico num estado de tensão tamanho que não acredito que nada seja divertido. Trabalho sem diversão é chato. Tudo o que é chato me aborrece. Não quero entrar neste ciclo. Fico completamente atrapalhada. Preciso diariamente de um entrevistado e de uma atração musical. Moro numa cidade sem grandes novidades. A pernambucana não é muito chegada a novas sugestões. Até agora só tive contato quando ela estava de bom humor. Tenho receio de minha reação quando ela estiver mau humorada e grossa. Tou até sem saco de estar escrevendo. Tchaaaaaaaaau.
Não tenho nenhuma idéia. Simplesmente isso. Preciso de idéias de possíveis entrevistados para gravar nesta semana. Mais especificamente nestas quinta e sexta. Tudo fica mais complicado se for considerar que o programa é diário, tem oito anos de existência e a apresentadora tem um perfil fútil bem segmentado, o que restringe minha área de atuação. Este é o fato. Resolução não tenho. Estou sem tempo para sentar, respirar fundo e reorganizar as idéias. Tudo está muito corrido (como deve ser e como será sempre). Não tenho privacidade para estar neste computador agora escrevendo. O novo produtor resolveu sentar bem ao meu lado.... (SACO!!!!). Estou escrevendo muito rápido. Estou produzindo atabalhoadamente.
A minha é olhar as placas dos carros e ver se a combinação gera alguma data de aniversário ou data marcante. E aí?
Estou carente. Preciso de atenção. Halber me trocou pela minha sósia. Bebel não quis sair comigo. Mari disse "bora beber" e sumiu do MSN. Hoje, mais do que nunca, estou ciumenta, querendo colo. bdbt.
A produtora é grande. Tem muitas salas. Em cada parede tem um quadro, é muita referência. Fico numa sala com as outras produtoras que só tem espaço para uma pessoa, mas é a única sala equipada, no momento, para ficarmos. Na verdade, existe sim uma ampla sala de produção com espaço para quatro computadores ligados em rede e telefones separados. Mas esta mesma sala tem um mega cheiro de mofo e não tem os computadores ou telefones para preencher o espaço. Hoje ela é usada para almoçarmos (?!?!?!?!?!?!). Hoje, almoçando um lanche da MC Donald's (essa parte do almoço é outro capítulo), percebi os quatro quadros das quatro paredes da sala. Um dos Teletubies, um com os personagens de FRIENDS, um com a foto de Henrique Iglesias e outro com Britney Spears de shortinho jeans e blusinha rosa. Não consigo compreender essa disposição artística!!!! Almoço, quando almoço e quando almoço aqui, olhando para estes personagens. Fico pensando por que cargas d'água alguém teve a feliz idéia de unir num mesmo ambiente Henrique Iglesias, os Teletubies, Britney Spears e FRIENDS. Estes, aliás, perdidos dentro dessas outras referências. Tenho curiosidade em descobrir quem foi o decorador desta casa (por váááários motivos) e, principalmente, entender o exato momento em que esta pessoa se inspirou e... EURECA! esta grande sala merece Henrique Iglesias, os Teletubies, Britney Spears e FRIENDS! ...... Parafraseando: Parei! confusa...
Uma das produtoras resolveu que vai sair. Só quem não sabe ainda é o chefe. Está saindo de uma maneira chata. Ela resolveu de segunda-feira pra cá não respeitar mais os horários. Apertou o foda-se total. Talvez, eu não fizesse assim, dessa maneira. Trabalhamos em equipe. Meu deslize afeta o outro em algum momento. Os atrasos dela afetaram a produção ontem. O deleixo dela ocasionaram numa discussão entre o chefe e eu. E ela resolveu sair no meio da fogueira. Estamos em plena gravação de final de ano. Que seja melhor para ela e para nós também.